Um interessante experimento em macro cinematografia realizado pelo fotógrafo alemão Roman De Giuli, com um belo resultado.



Segundo o autor:


A ideia deste trabalho era encenar a gênese de um universo minúsculo, que só existe durante um tempo muito curto sobre uma placa de vidro, e depois se dissolve em um fluxo desordenado de óleo, tinta e água.

Esse universo precisava aparecer como um fenômeno bem definido, incandescente e brilhante, que lembrasse o espectador do olhar através de um telescópio. A atmosfera cheia de estrelas, planetas, nuvens e névoa emerge de grandes correntes coloridas, formando bolas e bolhas. Suas superfícies refletem o padrão do fundo, dando aos objetos uma aparência tridimensional. O espaço expande-se cada vez mais em profundidade, até que explosões de estrelas vindouras levam todo o sistema a um colapso. A ilusão decompõe-se em uma mancha escura de substâncias misturadas, e desaparece tão rapidamente quanto surgiu

As áreas que podemos ver neste curta-metragem tem apenas alguns centímetros quadrados, sendo algumas vezes menores do que uma moeda. Os fluxos e interações de fluidos não são visíveis a olho nu; precisam ser capturados por uma lente macro de 1:1 e algumas luzes LED muito brilhantes.

Levei cerca de 70 horas para gravar, tentando e falhando até ser capaz de capturar imagens com um caráter orgânico e não artificial, criando um cosmos realmente fidedigno. Na edição, as filmagens foram apenas aceleradas e sofreram correção de cor, mas sem qualquer composição ou CGI.


(Tradução de Jussara Almeida)


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