Posted by: Jussara


Sábias agudezas… refinamentos…
– não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre…
Um poema que não te ajude a viver
e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

Mario Quintana




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Posted by: Jussara

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Sempre concordo com Quintana, mas desta vez não será possível, porque sua afirmação é equivocada. Muitas vezes sabemos BEM “onde estão os beijos de que precisamos” e nem por isso podemos ou somos capazes de consegui-los — o que não facilita em nada a vida, muito pelo contrário!

O que tem de gente por aí desejando aquilo que não está ao seu alcance não está escrito! Essa é a condição da maioria, na verdade. Talvez não em relação a beijos, mas em matéria de AFETO, a quase unanimidade na carência é absurda. Triste condição essa.

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Posted by: Jussara


Até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ela descobriu a porta do labirinto. Nada de ir tateando os muros como um cego. Nada de muros. Seus passos tinham – enfim! – a liberdade de traçar seus próprios labirintos.

(Mário Quintana)


“Maze” by James Jean (2008)

Posted by: Jussara


Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…

(Mário Quintana)